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A importância da programação client-side e server-side

Não é de hoje que o mercado de desenvolvimento web subestima a importância de algumas áreas como acessibilidade, usabilidade, arquitetura de informação, etc. Normal em uma área que tem um mercado tão complexo e que não pára de crescer.
Mas nenhum desses braços sofreu mais que o desenovolvimento client-side.
Talvez eu possa estar enganado, mas desde sempre a programação client-side foi subestimada e simplesmente esquecida por equipes e empresas inteiras. Não se dava a devida atenção ao escrever código html, css ou javascript.
Já vi muitos profissionais que se sentiam “de segunda linha”, por conta de programadores server-side que se julgavam o bloco mais importante do mercado. E toda essa atenção excessiva e sem explicação, escondia toda a necessidade que precisávamos dar para a programação client-side. Um dos nossos grandes erros.

A programação client-side é centenas de vezes mais simples que a server-side, mas não menos importante. É o client-side que serve o visitante. Um código client-side mal formado, agrega problemas na navegação do usuário. Gera problemas na acessibilidade de deficientes e claro, prejudica a indexação de buscadores. Um código client-side mal formado, pode acabar com as vendas de um e-commerce.
É natural sempre querermos saber qual parte é mais importante que outra. Isso em qualquer ramo de atividade. Mas nesse caso, as duas partes, client e server, são igualmente importantes, mesmo cada uma exercendo papéis totalmente diferentes no desenvolvimento web.

Dar atenção a um código XHTML bem escrito, com uma bela formatação CSS, significa que o site poderá ser bem acessado por um público ampliado. É abrir portas para deficientes e usuários de diversos dispositivos. É melhorar a indexação em buscadores e facilitar o desenvolvimento de novas versões. É fazer com que a equipe trabalhe independentemente. Isso aumenta as vendas e as possibilidades de novos negócios, idéias, entre outras possibilidades.
Isso tudo pode parecer bobagem para o desenvolvedor que não anda ao tento da importância que a web tem hoje no mundo.

Não sei se estou conseguindo fazer-me entender. Mas quero que você olhe com outros olhos o código HTML, CSS, Javascript, Microformats e qualquer outra linguagem que trabalhe no cliente.
Os padrões web não estariam tão em foco hoje se essa importância não fosse tão explicita.

O HTML 5 é um assunto muito interessante para qualquer desenvolvedor web. Ele está sendo feito devagar e com paciência. Existem uma série de problemas que ainda precisam ser resolvidos, tanto de compatibilidade quanto de nomenclatura e estruturação. Mas o ponto mais importante é a semântica dos elementos.

A internet precisa avançar! Cai fora IE 6 !

Podemos dizer que existem três braços importantes nessa máquina que é o desenvolvimento web: W3C, browsers e desenvolvedores.

Vamos falar um pouco sobre os browsers.

Você conhece a história: o Mosaic virou Netscape, que participou da guerra dos browsers com o Intenet Explorer. E aí começaram os problemas.

A visão bonita (se tivesse alguma) que a Netscape e a Microsoft tinham sobre a web e seus browsers se perdeu em algum lugar do caminho percorrido para conquistar os desenvolvedores. Atualizações constantes, falta de suporte aos padrões, código proprietário e um monte de outras coisas dificultavam o desenvolvimento naquele tempo. Mesmo assim, o Internet Explorer ganhou a guerra. Missão cumprida. A obrigação de fazer um bom browser para todos (pelo menos essa era a idéia por trás) sumiu depois que a guerra acabou. Algumas versões do Internet Explorer foram lançadas mais pra frente com algumas atualizações no suporte aos padrões, mas nada muito substancial.

Os desenvolvedores sofriam com o Internet Explorer 5 e 5.5 porque ele não tinha um suporte decente de CSS. Depois foi lançado o IE6, com algumas atualizações e bugs resolvidos, mas seu suporte ainda era ruim. E o pior, o IE5 e o IE6 lideraram as duas primeiras colocações em termos de utilização de usuário. Se você é novo e acha que hoje é um inferno ter que pensar no IE6, você não gostaria de querer saber como era na época do IE5.

Hoje em dia, em vez de buscar controle os browsers estão passando por uma revolução silenciosa. Cada browser tem seu apelo e todas as equipes estão direcionadas e se esforçando para trazer browsers que suportem o máximo dos padrões e que tenham o máximo de facilidades para o usuário. Com esses novos browsers, o desenvolvimento com Padrões Web irá crescer muito mais rápido do que se imagina.

Contudo, ainda temos um bloqueio pela frente: o Internet Explorer 6.

O IE6 é um browser com tecnologia de 2001. Já se passaram 8 anos, e você sabe como a web mudou em todo esse tempo. Mas o Internet Explorer não ganhou nenhum tipo de atualização. Ele não suporta uma série de propriedades interessantes do CSS.

A idéia é que paremos de dar suporte ao IE6. Será fácil para alguns, mas para outros vai ser uma guerra interna. O IE6 ainda detém 35% da internet e não será fácil. Mesmo assim, já dá para você escolher os projetos que podem perder o suporte ao IE6.

O The Counter tem números interessantes de utilização do Internet Explorer e outros browsers. Dê uma olhada nestes números de Dezembro de 2008..

Diversos sites estão fazendo campanhas apoiando a descontinuação do Internet Explorer 6 e promovendo outros browsers como o Firefox, Opera, Safari e Internet Explorer 7. Isso não vai resolver o problema imediatamente, mas um primeiro passo deve ser dado.

Entretanto, se você quer parar de suportar o IE6 em seus projetos, faça um estudo de usuários para entender as estatísticas do seu site. Isso é muito importante para traçar uma estratégia inteligente de migração e que não tenha impacto nos projetos de seus clientes e nem nos novos sites.

Como tudo na web, a migração deve ser feita com paciência para projetos que envolvem a grande massa, como por exemplo os grandes portais. A decisão de simplesmente deixar de suportar um tipo de browser não é fácil para sites desse porte. Entretanto, nada impede de todos promoverem a mudança de browser. Se você conhece alguém que não sabe nem o que é browser, ensine, explique, instale um browser novo. Qualquer ajuda e atitude será bem vinda para melhorar a qualidade do desenvolvimento web. [alfinetada] Se você é desenvolvedor web e continua utilizando o IE: Shame on you. [/alfinetada]

As estatísticas dos últimos 30 dias do Tableless estão assim:

  1. 57% Firefox
  2. 22.9% IE7
  3. 9.4% IE6
  4. 5.6% Chrome

Campanhas que você pode apoiar:

Fonte: www.tableless.com.br

Ferramentas 3D no Photoshop CS4

Se o pacotão CS4 fosse um time de futebol, o Photoshop certamente seria o capitão. O veterano editor de imagens da Adobe já tem até o próprio verbo, “photoshopar”, e é líder incontestável entre os profissionais envolvidos com tratamento de imagens. Na versão CS4, o aplicativo traz novidades na área de modelagem 3D, recurso exclusivo da versão Extended, testada pelo INFOLAB. Também merece destaque o suporte para a versão de 64 bits do Windows Vista.

Adobe Photoshop CS4
Adobe Photoshop CS4

O Photoshop CS4 vem com alguns recursos interessantes, como a ferramenta de redimensionamento inteligente, e leves aprimoramentos na interface — mas nenhuma dessas novidades é imprescindível. A decisão de fazer ou não o upgrade depende da necessidade de cada usuário, mas de modo geral pode-se dizer que a atualização compensa mais para quem quer recursos básicos de modelagem 3D ou deseja aproveitar melhor um computador com processador de 64 bits.

Como já é um aplicativo de primeiríssimo nível, não se espera que uma nova versão do Photoshop apresente novidades radicais. O aplicativo continua a ter uma vasta gama de recursos conhecida por quem trabalha com tratamento de imagens. A lamentar, apenas a falta de avanços na ferramenta de texto. Embora muito utilizada, ela não ganhou nenhum aprimoramento na versão CS4.

 

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Danilo Thomé Gonçalves | dtggoncalves@gmail.com | Curitiba | PR