
Este artigo tem como objetivo trazer aos leitores do blog uma breve introdução sobre como projetar páginas web para serem visualmente agradáveis sem perder o seu conteúdo.
Lidando com o fato que seus usuários estão passando por seu site em alta velocidade, há algumas dicas importantes que você pode fazer para se assegurar que eles vejam e compreendam seu site o máximo possível, são elas:
Uma das melhores formas de tornar uma página fácil de ser compreendida mesmo se estando com pressa é assegurando-se de que a aparência das coisas na página - todas as dicas visuais - mostre com clareza e precisão os relacionamentos entre o que está na página: as coisas que se relacionam entre si e as que fazem parte de outras. Em outras palavras cada uma deve ter sua hierarquia visual bem clara.
Páginas com uma hierarquia visual clara possuem três peculiaridades
Em algum momento da nossa juventudae, mesmo sem termos sidos ensaiados, todos aprendemos a ler um jornal. Não as palavras, mas as convenções.
Aprendemos por exemplo que uma sentença em letras grandes e negritas são uma manchete e que um texto pequeno abaixo de uma foto refere-se a uma legenda que relata nome ou fatos ocorridos na foto
Existem duas coisas importantes para salientar com relação a convenções web.
Já que a maioria das pessoas que entram um site estão procurando a próxima coisa a fazer, deixe tudo o que pode ser clicado o mais acessível visualmente possível.
Dependendo do foco de seu projeto você deve definir qual a direção/página que você pretende induzir a visita do usuário. Exemplos claros e óbvios disso são:
Um dos problemas mais comuns em páginas com dificuldade de compreensão é a sua poluição visual. Há na verdade duas formas comuns de poluição visual:
Os usuários têm tolerâncias variadas a complexidade e distrações. Alumas pessoas não tem problema com páginas cheias e confusão em segundo plano, mas muitas concerteza sim! Quando você estiver projetando páginas web, é extremamente aconselhável de que todas as formas nele contidos sejam uma poluição visual até provar o contrário.
Em linhas gerais, a usabilidade tem como principal objetivo facilitar, sem deixar de se tornar agradável, a interação do usuário durante a navegação no website. Como se sabe, esta questão vai muito além de um design arrojado ou bonito.
Um website, seja ele feito para a internet, ou para o telefone celular, deve oferecer ao usuário uma disposição das informações que o leve para a obtenção de suas respostas -e, conseqüentemente, propiciar uma experiência que gere benefícios para os negócios da empresa.
Promover a interação entre o usuário e as informações dispostas na implica em entender e, se possível, prever o comportamento humano nessas situações.
Promover esta interação entre pessoas e um sistema gera ambiguidades que precisam ser consideradas na hora de um projeto. Portanto, durante a execução de um projeto de usabilidade é necessário destinar grande parte do tempo em estudos e testes que permitam que o site seja feito considerando “o olhar do público”.
Este trabalho envolve fazer um levantamento preciso para minimizar erros: para isso, é preciso levar em conta aspectos da reação humana, o jeito pelo qual o usuário irá usar a razão e a emoção para interagir com as informações dispostas na interface.
O investimento nesta parte da compreensão das necessidades do usuário certamente minimiza os riscos de, por exemplo, uma reengenharia do website depois de sua estréia. O que é pior: gastar mais tempo e algum dinheiro durante a fase de projeto ou correr atrás de erros que poderiam ter sido evitados quando o website já está no ar?
Sabendo disso, vale a pena elencar alguns fatores que ajudam na determinação da estratégia de usabilidade de um projeto.
Obter informações quantitativas (estatísticas, perfis) e qualitativas (relação do usuário com o website e com os dos concorrentes, por exemplo) podem definir premissas sólidas para o planejamento do projeto.
Durante a execução, o projeto deve ser avaliado de forma contínua, a fim de diminuir riscos e retrabalhos em etapas posteriores - é um trabalho em constante evolução.
Monitoramento de resultados.
Após o lançamento, deve-se ficar atento às métricas mais significativas, a fim de direcionar ações de evolução. Também é a fase onde se tem certeza de que a pesquisa junto ao usuário foi realmente eficaz.
É interessante adotar uma cultura de usabilidade na empresa, a fim de estimular as opiniões de usuários, ter como rotina a realização e acompanhamento de testes periódicos e, sobretudo, envolver e conscientizar todos os níveis hierárquicos da empresa.
Muitos ainda não sabem como avaliar o retorno preciso de um investimento em usabilidade, mas existem alguns indicativos que podem ajudar na avaliação. Uma métrica que indique a diminuição de consultas ao SAC da empresa, por exemplo, pode ser um indicativo da eficácia da usabilidade. Uma melhoria na percepção da marca por parte dos usuários também pode funcionar como parâmetro. Por outro lado, se existem dificuldades no processo de compra de um site de comércio eletrônico, por exemplo, este é um fator que pode indicar a necessidade de mudança no website.
Se seu site tiver um problema de usabilidade e o orçamento estiver curto, lembre-se de priorizar os investimentos. Erros de usabilidade que não causem um grande impacto para os negócios, mas que exigem um investimento alto, não devem ser priorizados, por exemplo. É interessante privilegiar investimentos equilibrando o custo com o impacto percebido pelos usuários. Este impacto é bem detectado por meio de testes de usabilidade.
Testes de usabilidade são imprescindíveis para obter bons resultados. Embora muitos temam os custos decorrentes da iniciativa, existem vários tipos de testes que podem ser aplicados, com custos menores - e é necessário lembrar que os eventuais custos de um teste serão compensados com a satisfação dos usuários dos sites.
O público que utiliza aplicações digitais está a cada dia mais exigente e não hesita em criticar e disseminar sua insatisfação a respeito de websites que não ofereçam experiências interessantes. Portanto, é hora de entender, de uma vez por todas, que usabilidade não é mais “papo de designer”, e sim um aspecto indispensável a ser considerado na estratégia digital das empresas.